Instituto do Coração da Criança e do Adolescente
   
 
  MISSÃO / VISÃO / OBJETIVOS
  HISTÓRICO
  DIRETORIA
  EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
  LOCALIZAÇÃO
  AMBULATÓRIO
  UNIDADE HOSPITALAR
  CASA DA CRIANÇA CARDIOPATA
  PALESTRAS
  PUBLICAÇÕES
  ESTÁGIOS
  FOTOS CIRÚRGICAS
  VíDEOS
  RELATÓRIO
  ASS. CIRCULATÓRIA MECÂNICA
  CARDIOLOGIA FETAL
  CARDIOLOGIA PEDIÁTRICA
  CIR. CARDIOVASCULAR PEDIÁTRICA
  ECOCARDIOGRAFIA
  ENFERMAGEM
  REABILITAÇÃO CARDíACA
  ATIVIDADE FíSICA
  ATIVIDADE DE VIDA DIÁRIA
  CUIDADO BÁSICO DE SAÚDE
  DESENVOLVIMENTO INFANTIL
  DOENÇAS CONGÊNITAS
  FEBRE REUMÁTICA
  HIPERTENSÃO ARTERIAL
  CUIDADO NUTRICIONAL
  PREMATURIDADE
  SíNDROME DOWN
  DICAS DE SAÚDE

 
  aos familiares / DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Edda Araújo
Terapeuta Ocupacional

INTRODUÇÃO

Falar sobre o desenvolvimento infantil é necessariamente um grande desafio, pelo fato de tratar-se de uma totalidade crescente de múltiplos elementos que ao longo do tempo vão se constituindo, se modificando e se transformando. Exatamente por ser complexo é que abrange vários conceitos que tentam, incansavelmente, responder a trama que envolve o conhecimento do homem sobre si mesmo. Portanto, Jerusalinsky (1989) está certo quando afirma ser o desenvolvimento infantil um verdadeiro caos conceitual.

Assim, se tomarmos um neurologista como referencia, este com certeza afirmará ser a maturação do sistema nervoso central o responsável pelas conquistas da criança; o psicanalista será pela constituição do sujeito na relação primordial com um Outro que se desdobrarão estas conquistas; então teremos a genética e suas teorias, o cognitivismo comportamental e por aí se apresentariam outros saberes para delinearem caminhos que suas especialidades suponham saber como verdade absoluta.

A Terapia Ocupacional não tem a pretensão de apoderar-se destes saberes com uma solução final de compreensão deste tema tão vasto. No entanto, a partir da perspectiva de estudo na área de Pediatria, onde se utiliza o brincar, as atividades da vida diária e a educação da criança como eixos de referencia terapêutica é que apresentamos os argumentos teóricos de como compreendemos o desenvolvimento infantil.

Então, utilizando-se do referencial de que a ocupação, o fazer, no caso o brincar infantil age diretamente na organização neurobiológica da criança através do seu desempenho ocupacional. E também considerando o referencial de intervenção centrado na família e no cliente, assim como, a relevância dos contextos pelos quais o ambiente e a cultura diferenciam as relações pode-se conceber uma visão integradora do processo de conquista articulada dia após dia nos intercâmbios da criança.

A melhor forma de se compreender esta trama é delinear o fio da meada e para tanto, a distinção entre o que é estrutura do desenvolvimento e quais são os meios, as ferramentas utilizadas para se tecer este processo. Coriat e Jerusalinsky(1989 e 1996) conseguiram explicar muito bem: o que é estrutural passa por três elementos essenciais as conquistas humanas.O primeiro é o biológico que nada mais é que a maturação do sistema nervoso porque sem o equipamento como se pode funcionar? A organização, a interação internuncial com conexões nervosas são o que possibilitam as experimentações com captação de efeitos e transformações neuroevolutivas para poderem acontecer e fazer a diferenciação dos padrões e comportamentos.

O segundo elemento é o sujeito psíquico que tem uma dependência externa muito significativa porque é representada pela família e como esta vê e investe no filho. A dependência do lugar em que os pais colocam este filho será preponderante para sua constituição subjetiva na qual definirá seu lugar no mundo do desejo, de se diferenciar do Outro e marcar seu caminho na vida e no mundo. É nesta definição de lugar do filho no contexto familiar é que se permite a criança ser sujeito inscrito no sistema nervoso central do primeiro elemento que o possibilita por gestos, atos e linguagem.

A palavra sujeito aqui deve ser compreendida como a psicanálise apresenta, ou seja, é aquele que suporta o desejo e no caso do bebê é o que suporta o desejo materno porque como ainda não está constituído ele está sob o desejo materno representado no Outro (grafado desta forma para indicar um grande outro, um outro primordial e não qualquer outro). O fato de este elemento ser subjetivo vem colocar a influencia do externo sob o interno de maneira sincronizada, organizada e interdependente.

O terceiro elemento é o sujeito cognitivo, o sujeito do conhecimento dado pela percepção dos esquemas de comportamento baseados nas reações aos objetos do entorno. O meio, enquanto coisas e pessoas, tornam-se objeto de interrogação, de experimentação e de intercâmbio da criança em desenvolvimento. Cada fase, etapa vivenciada e passada no processo do desenvolvimento utilizá-se destes três elementos com ação sincronizada principalmente nos dois primeiros anos de vida e gradativamente eles vão se diferenciando com o aprimoramento das habilidades.

Quando um bebê quer mamar você não consegue separar qual o elemento do desenvolvimento está regendo esta necessidade, se o sistema nervoso pela ação neurovegetativa, ou o sistema psíquico-afetivo pela relação mãe bebê ou mesmo pelo sistema psíquico-cognitivo pela experiência da estruturação proprioceptiva sensório-motora do ato de mamar. Com o passar dos anos e vemos uma criança andando de bicicleta, neste momento podemos afirmar qual estrutura essencialmente operou e/ou está operando para que esta atividade se dê.Portanto, o desenvolvimento quanto ao caráter estruturante foi apresentado, mas ainda faltam os meios para que as estruturas ocorram e sejam mais bem explicadas.

O aspecto instrumental é representado efetivamente pelos hábitos e rotinas de vida diária das crianças, do brincar, da linguagem, das atividades psicomotoras, da aprendizagem e da socialização, pois permitem a experiência, o intercambio, a regulação, a averiguação, o ajuste e adequação, e compreensão dentre outros para oportunizar as transformações do vivido.Estes instrumentos são marcantes para a eficácia da evolução neuropsicomotora pela sua proximidade de ação nos primeiros anos de vida da criança que junto aos aspectos estruturais fazem a diferenciação de si em relação ao outro.

Esta definição de desenvolvimento afirma que os aspectos estruturais e instrumentais quando se articulam processam sua evolução. O aspecto estrutural é representado pelo biológico através do sistema nervoso central, o sujeito psíquico pelo sistema psíquico-afetivo e o sujeito cognitivo pelo sistema psíquico-cognitivo. O aspecto instrumental pelas diversas áreas de experimentação ativa do corpo em relação com o meio de coisas e pessoas. Enfim, que acontece uma interação sincrono ativa entre sistemas e meios para que o desenvolvimento se dê. A Terapia Ocupacional usa de sua práxis quanto ao brincar, as avds e a educação das crianças para agir sobre as estruturas do desenvolvimento.

O desenvolvimento infantil é um lugar de encontros possíveis entre estrutura e instrumento como caminho de base para se tecer o enquadrinhamento progressivo que acontece de maneira singular e própria para cada um de nós, no entanto pôde-se constatar que existe um alicerce de referencia que podemos utilizar. Os aspectos aqui apresentados servem como fonte inicial de compreensão de algo que está sempre em movimento, como o desenvolvimento humano. Na infância não é diferente só é mais rápido e fundamental para o futuro porque após os primeiros anos vamos aperfeiçoando o aprendido e acrescentando elementos a eles, mas potencialmente o novo será a qualificação do vivido com estruturas mais complexas de ação em um jogo dinâmico de equilíbrio e desequilíbrio progressivos.

Segue-se abaixo algumas especificações de etapas do desenvolvimento de 0 a 2 anos considerados pelo referencial de Gesell na divisão das áreas apresentadas, mas com informações enriquecidas de outras fontes para ajudar na compreensão do que se precisa para trabalhar na primeira fase da primeira infância. As áreas foram dispostas com seus sinais significativos para uma alerta quanto a possíveis transtornos e também foram listadas sugestões de atividades para nutrir o ambiente de desenvolvimento da criança nesta faixa etária. Que fique claro que não se trata de um guia de desenvolvimento ou de intervenção, mas sim de uma ajuda na rotina dos seguimentos de crianças em atividades sejam em quaisquer ambientes que possam estar inseridas.

O ambiente e a cultura são condições elementares ao desenvolvimento, mas de tão difícil organização didática, que devem ser utilizadas essencialmente de acordo com cada caso para que as informações aqui contidas possam ser relevantes a um diagnóstico do desenvolvimento infantil de 0 a 2 anos.

DESENVOLVIMENTO INFANTIL PRINCÍPIOS NORTEADORES DO CUIDADO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Os princípios norteadores dos cuidados voltados para o desenvolvimento são centrados na família e baseados nos relacionamentos interpessoais:

a) O bebê é essencialmente um ser social, isto é, conectado e associado com os outros.

b) Os pais e famílias são o meio esperado evolutivamente para a continuidade do neurodesenvolvimento.

c) Eles são os mais dedicados estimuladores, holders e co-reguladores, bem como, os que mais investem.

d) O cérebro humano se desenvolve mais rapidamente no último trimestre da gravidez e no início da infância do que em qualquer outro período da vida.

e) O desenvolvimento do cérebro acontece em contínua interação com aqueles ao seu redor e com o meio ambiente.

f) Os bebês ativamente criam sua própria progressão de desenvolvimento, continuamente criando oportunidades e, dessa maneira, dão forma ao próximo nível de seu desenvolvimento.

g) O desenvolvimento dos bebês acontece relacionado a confiança humana no holding e na facilitação."

ÁREAS DE OBSERVAÇÃOPESSOAL SOCIAL
MOTOR FINO ADAPTATIVO
LINGUAGEM
MOTOR GROSSO

SINAIS DE ALARME

1 - O NEONATO

PESSOAL SOCIAL

- Ausência de reação à luz ou mínima reação à luz;
- Diante de contraste branco e preto não orienta olhos e cabeça em trajetória horizontal e/ou vertical (A variação é realizar o seguimento visual com perdas do estimulo oferecido);
- Observar movimentos atípicos dos olhos como nistagmo, olhar do sol poente ou movimento errante dos olhos para esotropia ou exsotropia (olhar para dentro e fora da linha média).

MOTOR FINO ADAPTATIVO

Na presença de tremores de extremidades observar a intensidade involutiva, assim como sobressaltos e sustos repetitivos contínuos.

LINGUAGEM

- Ausência de resposta ao som abrupto;
- Quando o bebê não orientar os olhos e a cabeça em direção ao som

MOTOR GROSSO

- Na presença de qualquer assimetria corporal que pode ser de um lado do corpo para o outro ou dos membros superiores para os membros inferiores.
- No exame das atividades reflexas primitivas dá atenção à presença,
- Intensidade e simetria das respostas nos seguintes reflexos.
- Atenção principalmente com o RTCA – Reflexo Tônico Cervical Assimétrico; o Moro; Apoio Positivo; Marcha Automática; Reflexo Tônico labiríntico e Olhos de Boneca.
- No exame de elasticidade muscular ficar atento para as alterações de tônus muscular para mais, hipertonia, e para menos, hipotonia de forma que modifique o padrão esperado. No recém nascido a termo para hipertonia flexora e no prematuro a hipotonia com evolução Tonica flexora das pernas antes dos braços até 40 semanas.

2 – BEBÊS DE 1 A 4 MESES.

PESSOAL SOCIAL

- O bebê que evita contato interfacial, não olha rostos.
- Ausência de sorriso no contato
- Diante a qualquer estimulo do ambiente chora sem controle
- Diante a qualquer estimulo do ambiente não reage e/ou não reclama dos estímulos nocivos.
- Dificuldades ou incapacidade de sucção
- Movimentos contorcidos lentos da face e extremidades
- Movimentos repetitivos de abrir a boca.

MOTOR FINO ADAPTATIVO

- Polegares inclusos nas mãos que podem ou não estar fechadas.
- Mãos fechadas ou a maior parte do tempo, mesmo em movimentação espontânea continuam fechadas.
- Postura de mãos assimétricas
- Ao contato tátil as mãos não abrem.
- Ao contato tátil as mãos não procuram apreender o objeto
- Movimentos espontâneos das mãos não buscam a linha média
- Em contato tátil manual os olhos não procuram a visualização do objeto e vice e versa.
- A trajetória visual de objetos inanimados é menor que 90 graus.
- Quando o bebê não leva as mãos para alcançar objetos oferecidos

LINGUAGEM

- O bebê tem ausência de vocalizações

MOTOR GROSSO

- Quando a cabeça fica só para um lado;
- De barriga para baixo o bb não eleva a cabeça do apoio (Retração cervico-escapular).
- Observa-se mudança repentina de tônus nas posturas e movimentos do bebê.
- Movimentos finos e repetitivos de cabeça e das extremidades
- Hiperextensão do pescoço e retração de ombros
- Na posição de barriga para baixo não sustenta o peso a cabeça e tronco nos antebraços.
- Na posição de barriga para cima não flexiona o quadril ativamente contra a ação da gravidade
- Quando colocado sentado não sustenta a cabeça.
- Tracionado para sentar o bebê vem em hiperextensão cervical.
- Na posição sentado o bebê fica com pernas estendidas e/ou aduzidas, fechadas.

3 – Bebês de 4 a 8 meses

PESSOAL SOCIAL

- Quando apreende objetos não chacoalha e logo solta ;
- Ausência de interesse por objetos que promovam modificações sensoriais (Espetáculos).
- Não leva pelo menos um objeto a boca.
- Quando só leva os objetos à boca.
-Não busca os objetos do seu entorno ou tem interesse por eles.
- Não tem interesse por pessoas

MOTOR FINO ADAPTATIVO

- Não segura dois objetos ao mesmo tempo.
- Não passa objetos de uma mão para outra.
- Não junta objetos LINGUAGEMLimite na variação de sons emitidos.
- Boca aberta.
- Não responde ao chamado do seu nome.
- Presença de sialorréia constante.
- Não imita sons como fala ou iniciou as primeiras palavras de papai e mamãe.

MOTOR GROSSO

- Rola em bloco, criança dura (Hipertonia).
- Senta apenas em W (Sobre as pernas)
- Criança mole, largada nas atitudes posturais.
- Ausência de reações de equilíbrio e retificação inter segmentar nas diferentes atitudes posturais.
- Assusta-se facilmente chegando ao desequilíbrio postural.
- Quando colocado de pé o bebê não suporta o peso do próprio corpo e cai.
- Na presença de posturas fixas ou viciosas.
- Na presença de movimentos espontâneos abruptos, rápidos e irregulares mais visíveis na face e extremidades.
- Na presença de movimentos espontâneos lentos e não controlados das extremidades.
- Quando no colo joga-se para trás com extensão ou para frente com flexão

4 - BEBÊS DE 8 A 12 MESES

PESSOAL SOCIAL

- Não estranha às pessoas
- Estranha a todos e mantém relação simbiótica (Dependente) da presença materna.
- Não faz imitação de gestos ou de atividades da vida diária do seu cotidiano
- Não explora objetos.
- Não tem preferências por pessoas ou objetos do seu ambiente

MOTOR FINO ADAPTATIVO

- Ausência do desenvolvimento da preensão até a pinça fina de polegar e index.
- Leva todos os objetos a boca.
- Mania de cheirar tudo em sua volta LINGUAGEMAusência de balbucio de palavras do seu cotidiano MOTOR GROSSONão assume a posição de sentado sozinho.
- Não iniciou o andar.
- Desloca-se sentado.
- Persistem os movimentos com atitudes e posturas tônicas posturais inapropriadas.
- Existência de movimentos isolados dos dedos dos pés ou tornozelos

5 – BEBÊS DE 12 A 18 MESES PESSOAL SOCIAL

- A criança não participa da sua rotina está sempre distante do dia-a-dia.
- Mantém-se dependente da presença materna.
- Não imita atividades repetidas do seu cotidiano.
- Criança com conduta irritada e/ou auto-agressiva.

MOTOR FINO ADAPTATIVO

- Mãos que persistem em estar fachadas ou manter objetos apreendidos para explorá-los.
- As dificuldades encontradas na fase anterior persistem

LINGUAGEM

- Não reconhece nenhuma parte do seu corpo.
- Não fala

MOTOR GROSSO

- Padrões repetitivos se evidenciam em atividade e/ou em repouso como a presença agora patológica do RTCA e RTL. Estes reflexos são os patológicos mais comuns nos padrões da Paralisia Cerebral.
- Presença de tremores que incoordenam o movimento grosso e fino

6 – BEBÊS DE 18 A 24 MESES

PESSOAL SOCIAL

- Mantém-se dependente de outros para a realização de sua rotina
- Não reage a suas eliminações fisiológicas
- Expressam medo diante as suas próprias eliminações fisiológicas
- Não explora seu próprio corpo.
- Dificuldade de contato tátil interpessoal. MOTOR FINO ADAPTATIVONão agrupa objetos por semelhança.
- Não brinca ou se interessa por faz de conta
- Ausência de curiosidade LINGUAGEMNão se comunica. D - MOTOR GROSSOO quadro tônico postural anteriormente presente como sinal passa a constituir um diagnostico.ATENÇÃOOs sinais de alarme só devem ser considerados quando observados em bebês com estado comportamental ideal, ou seja, sem choro, fome, sono, mal-estar eminente ou menos de 40 minutos após alimentação. É preciso considerar também o numero, a constância e freqüência dos sinais encontrados, assim como, o contexto no qual o bebê está inserido na família e no ambiente para se chegar a um possível prognóstico do desenvolvimento.

SUGESTÕES GERAIS DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE PARA O NEONATO

Oferecer limites posturais que maximizem o contato com superfície firme que envolvam o corpo todo: cabeça, tronco, quadril e membros inferiores; superfície de contato ventral no tórax e abdômen.

Permitir exploração manual na face e na boca, da mão na mão e mão no corpo.
Individualizar o cuidado de acordo com o desenvolvimento e as capacidades do bebê.

Facilitar o ambiente tátil com rolinhos de tecido ou outro material para criar um "ninho", também chamado de útero. Pode-se fazer uso de roupas, enrolamento, redes ou outro suporte de aconchego postural.

Oferecer suportes de adequação de comportamentos como redução de luz, ruídos, oportunidades para preensão e sucção, além de abraçar e levar a mão à boca.

Considerar todas as reações do bebê para realizar os procedimentos e técnicas e intervenção respeitando a organização neurocomportamental do bebê.

Agrupamento de cuidados com planejamento para permitir períodos de repouso

Estimular a presença de um familiar para ser o elo de integração nas atividades e procedimentos nas trocas de profissionais.

Usar facilitadores, chupetas como rolinhos para sucção, dedo enluvado, algo para o bebê segurar e dar apoio nos pés.

Nunca esquecer que o prematuro é mais sensível à dor que o bebê a termo e muito mais que o adulto.

Atenção nos prematuros que podem não chorar diante a dor (50% deles).

Enrolamento corporal de prematuros de 31 a 34 semanas funciona bem antes da intervenção dolorosa

Uso de sacarose reduz indicadores de dor e estresse antes de procedimentos.(glicose a 25% - 2ml para o bebê a termo e 1 ml para o bebê prematuro)

Orientar a família e a equipe pra usar a sucção não nutritiva, com o dedo enluvado, durante a alimentação por gavagem quando na estabilidade fisiológica do bebê.

Usar o leite materno como recurso terapêutico, o cheiro e sabor do leite são estímulos multimodais para a alimentação.

Informar sobre o uso do suporte da SOG muito próxima da área da boca porque diminui a sensibilidade extra oral, impede a exploração tátil inibindo o reflexo de busca e sucção, além dos movimentos espontâneos de exploração tátil oral.

Não permitir alimentação passiva em posição de supino ou em posição com semi-inclinação fazendo apoio na nuca porque promove extensão do pescoço e tronco.

Iindicar posição do bebê semi-sentado com rolinho de gaze ou dedo enluvado para sucção durante alimentação de gavagem favorece relação e sucção com saciedade, e bebês com menos de 32 semanas deve sentir o cheiro do leite materno.

No caso de posturas viciosas para facilitação respiratória deve-se mantê-la inicialmente até adquirir condições clínicas estáveis para se iniciar adequação.

Evitar desorganização comportamental antes da alimentação, cuidado com bronco aspiração e posição da cabeça.

Atenção à estabilidade de flexão e extensão cervical para favorecer boa deglutição, de preferência o bebê deve estar acordado na alimentação e lembrar de afrouxar a fralda do bebê.

SUPINO

1 - Vantagens para o desenvolvimento

- Fácil exploração visual do bebê
- Facilita o contato face-a-face entre o BB e o cuidador
- Na rede facilita posição na linha média
- Facilita cabeça na linha média.

2 - Desvantagens para o desenvolvimento

- Aumenta o tônus muscular com hiper extensão da cabeça pescoço e ombros;
- Estimula a posição de rotação externa dos braços e pernas atrasando o alcance da linha media corporal;
- Dormir de supino tem sido relacionado com o aumento do tônus extensor cervicalPRONO1-Vantagens para o desenvolvimento
- Facilita o desenvolvimento sensorial do tônus flexor
- Facilita mão na boca para auto organização
- Facilita extensão ativa do pescoço e levantar a cabeça
- Inibe lateralização postural persistente para direita evitando assimetria cefálica
- Suporta melhor o ambiente extra uterino
- Pode ser usado para inibir padrões de fixação flexora2-Desvantagens para o desenvolvimento
- Favorece postura de batráquio
- Estimulação visual é difícil para o bebê
-O contato face-a-face é difícil entre o BB e o cuidador
- DECÚBITO LATERAL1-Vantagens para o desenvolvimento
- Estimula orientação na linha média da cabeça e membros
- Contém rotação externa dos membros e promove flexão e adução
- Facilita mão na boca
- Facilita mão na mão 2 - Desvantagens para o desenvolvimento
- Pode ter dificuldades de manter a posição lateral e flexão com atividade, irritabilidade e ou hipertonia de extensão.BEBÊS DE 1 A 4 MESES

AREAS DE INTERVENÇÃO

ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA (AVD)
SENSÓRIO-MOTOR
MOTOR AVDS (Atividades de Vida Diária)

- Estimular alimentação no peito
- A boa sucção inibe a projeção de língua
- Utilizar-se da água no banho para estimular movimentação espontânea e mãos abertas com o contato da espuma e da própria água.

SENSÓRIO-MOTOR

- Estimular o contato tátil manual com coisas macias para abrir as mãos e evoluir a qualidade tátil do contato com o meio.
- Utilizar texturas variadas no dorso das mãos
- Quando oferecer um objeto ao bebê sempre inicie fazendo um deslizamento tátil no dorso da mão.
- O estímulo visual deve se iniciar com contraste de cores e evoluir para a gestalt do rosto humano em objetos animados (rosto humano) e inanimados (objetos do meio) em trajetórias lentas até rápidas na horizontal, vertical e oblíquo.
- O estímulo auditivo se inicia pela acomodação da cabeça em direção ao som até a localização da fonte sonora de objetos animados e inanimados. Devem-se oferecer variações de sons do ambiente.
- Os estímulos olfativos e gustativos devem ser feitos pelo cheiro e sabor do leite materno nestes primeiros meses. Não esquecer que o cheiro ativa o paladar e este facilitam o processo de sucção do bebê. MOTOREstimular as mudanças de posturas e não deixar se estabelecer vícios
- Oferecer posturas no espaço para estimulação vestibular e proprioceptiva essenciais para as aquisições tônicas posturais em desenvolvimento.
- Na posição de supino tracionar o bebê pelo ombro com lateralização para retirá-lo do berço ou rede e assim não deixar a cabeça vir caída para trás. Esta experiência ajuda no desenvolvimento do tônus flexor global
- No colo manter os braços à frente, juntos na linha média e NUNCA deixar um braço para trás como é de costume no senso comum.
- Na posição de prono colocar um rolinho para facilitar a elevação da cabeça, os braços alinhados para frente dos olhos e ampliar a exploração visual do bebê. Esta experiência permite o desenvolvimento do tônus extensor global que em confronto com o flexor mais as reações de retificação da cabeça e desta sobre o corpo com o interesse sensorial irá desenvolver o equilíbrio de cabeça e seu desdobramento.
- Brincar com rolos e bolas de tamanhos variados é uma boa oportunidade de manter os mecanismos posturais em desenvolvimento.
- Na presença de sinais de risco utilizar-se sempre dos padrões de inibição reflexas que são utilizados a partir de posturas contrarias aquelas que são mais viciosas com manuseio através das grandes articulações para executá-las.
- Na assimetria carregar o bebê de forma simétrica, mas com padrão total para flexão, principalmente do quadril e ombros aproximados.
- Na hiperextensão encontrar uma posição intermediária da cabeça se houver problema respiratório se não usar de inibição com a aproximação dos ombros e pequena pressão no externo quebram a extensão cervical.
- No padrão flexor carregar e colocar o bebê sempre em posição de extensão no colo e no apoio. Pode-se fazer uso de rolos e no colo dos braços como suporte abaixo das axilas do bebê e do quadril para transporte.
- Na posição sentado colocado usar apoio dorsal e fazer uma postura com pernas abertas em Buda, ou melhor, ainda abertas com extensão das pernas. No caso de encontrar muita resistência utilizar almofadas ou rolinhos para manter a posição inibitória e o próprio colo montado a cavalo nas pernas do cuidador.

BEBÊS DE 4 A 8 MESES

AVDS

- Inicia-se a transição para a colher e o copo. É importante deixar o bb brincar com a colher na comida e que esta e o cuidador estejam sempre à frente do bebê. Dê-lhe uma colher com um prato independente do qual será oferecido a comida.
- Variar a consistência do alimento de pastoso até o sólido é fundamental para o desenvolvimento da motricidade intra e extra oral.
- Oferecer xícara para começar a beber com ajuda.
- Iniciar o sólido a partir do sétimo mês é importante também para a erupção dos dentes.
- Estimular o brincar no banho com brinquedos dentro da banheira, bacia ou pia para espirrar e bater na água. SENSÓRIO-MOTOROferecer brinquedos que promovam espetáculos, modificações sensoriais de som e movimentos visuais ricos. No decorrer desta fase é importante variar os espetáculos, deixar brincar com dois objetos de fácil apreensão, de dificultar visivelmente o brinquedo para estimulá-lo ir a busca. Deixar pistas do objeto na brincadeira no final do período ajuda a entrar na fase cognitiva seguinte.
- Ter espaço no chão para explorar o espaço e buscar objetos do seu interesse enriquece sua motricidade. Na presença de atrasos deve-se começar trabalhando os mecanismos de aquisições específicos oferecendo espaço e brinquedos ricos em variantes sensoriais com o bebê em posições adequadas para acontecer às explorações visual, auditiva, tátil e cinestésica.
- É importante que o cuidador esteja sempre conversando rosto com rosto com o bebê fazendo uso de mímicas, gestos e representações faciais para deter a atenção do bebê ao rosto do cuidador. Ritmo é um recurso muito grande para todas a idades.
- Para trabalhar a manutenção do objeto nas mãos do bebê tem-se de variar as texturas e consistências táteis, trabalhar com objetos inicialmente leves e de cabo para facilitar a apreensão e brincar de puxa puxa para fortalecer os flexores.
- Na recepção auditiva variar os sons do ambiente e sempre se referir ao bebê pelo nome, um nome e não ficar variando a forma de direcionar-se a ele. Na presença de vocalizações do bebê o cuidador sempre deve brincar de repetir estes sons e estabelecer um dialogo neste momento e no decorrer introduzir novos sons.
- No caso de hipotonia de motricidade oral utilizar pontos de apoio na mandibular para vedamento labial e na alimentação, usar estímulos gelados de chupetas, dedeira e/ou espátulas para vibrar e pressionar língua e região interna da boca objetivando melhorar o tônus e a sensibilidades tátil bucal. MOTORSentado no colo do cuidador brincar de gangorra fazendo um balanço látero-lateral com transferência de peso de um lado para o outro, onde estará trabalhando a dissociação pélvica, da bacia. Na continuidade se pode variar chegando a dissociar até a cintura escapular se no balanço o cuidador for alternando quadril direito com ombro esquerdo e sucessivamente durante o balanço que deve ter ritmo e musica do interesse do bebê.
- O quadril preso também pede posturas montadas para deslocamento lateral e dissociação deste na perna do cuidador, no cavalinho de brinquedo, em um rolo ou banco de balanço.
- Usar bolas, rolos, o colo e o cotidiano do bebê para fortalecer o tônus muscular brincando de subir, descer, balançar em todas as posturas de frente, de costas, sentado para de pé e assim enriquecer as possibilidades tônicas.
- As variações de posturas no espaço também trabalham as reações de retificação e de equilíbrio importantes na manutenção e tomada de posturas adequadas.

BEBES DE 8 A 12 MESES

AVDS

- Oferecer rotina de atividades da vida diária com estímulos para participação ativa em cada uma. Na alimentação variar a consistência alimentar introduzindo o alimento inicialmente pela parte lateral da boca e com as mãos para facilitar a mastigação e dissociação mandibular. No uso da colher NUNCA introduzi-la de cima e sim de frente do bebê de forma reta e Nunca retirá-la puxando para cima, no entanto deve-se deixar o bebê comer com mãos e fazer lambança.
- Continuar estimulando o bb para brincar com a colher e o seu prato com algum alimento para estimular a imitação da rotina que ajuda outros aspectos do desenvolvimento também.
- Usar copo com liquido para estimular a sugar e soprar.
- Orientar a família a deixar a criança em casa sem fraldas para oportunizar experimentação das sensações sentidas nas eliminações corporais que ficam mascaradas nas fraldas descartáveis. SENSÓRIO-MOTORNa relação simbiótica se faz necessário a entrada de uma terceira pessoa na relação para provocar uma separação na díade. Normalmente se estimula o pai para entrar mais na rotina e deixar a mãe um pouco resguardada.
- Ampliar o espaço de inter relações do bebê para favorecer novas possibilidades que deveram estar limitadas na idade. A chegada mais próxima dos familiares na rotina é importante.
- Cantar com demonstrações de mímicas, ampliar os brinquedos com emissão de sons, luz e espetáculos para deter a atenção do bb no seu entorno. Estimular muito a imitação do brincar e de gestos sociais que são duas estruturas cognitivas importantes.
- Brincar de esconder brinquedo e rostos e aparecer, fazendo cena para chamar a atenção da criança quanto à imagem mental do objeto.
- Utilizar-se de texturas táteis variadas para ajudar no desenvolvimento da qualificação tátil para a exploração dos objetos de muitos tamanhos e formas também para as preensões. As consistências maleáveis como massa de modelar, água, tinta e geléia dentre muitos outros são opções para inibir a fixação oral de objetos.
- Estabelecer sempre diálogos com o bebê a partir de seus sons e introduzir novos, agora silábicos. MOTORManter as orientações anteriores para a dissociação escapular e pélvica e acrescentar também as posturas simétricas com base alargada de quadril com artefatos se necessário ou no colo. No dorso manter apoio torácico médio para forçar retificação com mãos a frente. Neste caso se usa uma calça comprida cheia e costurada para colocar a criança dentro porque possibilita movimentos adaptativos do tronco no espaço e fortalece tônus e reações de retificações e equilíbrio.
- Nas crianças com flutuações de tônus deve-se brincar com objetos mais pesados ou usar pulseiras e/ou tornozeleiras que também ajudam na repetição dos movimentos para captação de imagens mais iguais e poder estabelecer padrões. O mesmo quanto o colo de transporte do bebê, a postura de repouso, a retirada e colocação do bebê no berço e por fim na postura de brincar e realização de cada AVD devem todas estabelecer limites de amplitude de movimentos.
- Nas crianças duras, com tônus aumentado, as orientações são para abrir. Digo que as posturas devem considerar as rotações externas do ombro e quadril, assim como, as abduções como apoio nas mesmas articulações. Por fim orientamos segurar os ombros para fora, as pernas abertas e rodadas para fora porque irá inibir os padrões de flexão.
- No caso de crianças duras, com tônus aumentado, mas com padrão de extensão deve-se fechar as posturas de forma diferente das crianças com flutuações porque não se usa contenção só inibição. Os ombros e o quadril são para dentro com rotação interna até uma linha funcional, intermediária, ou seja, não se ultrapassa a linha do padrão normal, exceto por pequenos momentos se o bebê estiver com muita resistência.
- Nas crianças só largadas aí também se fecham os padrões e atitudes em todos os momentos e podem usar pesos também e incluir elásticos para ajudar nestes limites.
- No brincar para ajudar o andar utilizá-se o empurrar cadeira, carros e/ou brinquedos específicos com movimentos. Ampliam-se as possibilidades quando se tem espaço para subir, descer, escorregar e balançar o bebê em todas as posturas.

BEBES DE 12 A 18 MESES

AVDS

- Para facilitar a evolução da independência na alimentação se pode utilizar o prato com ventosas para não virar, de apoio lateral no prato para não derramar a comida e ajudar a segurá-la na colher. A colher deve ser de material neutro para condução de temperatura e de tamanho adequado a boca do bebê. É contra produtivo usar colheres grandes e fundas para alimentar o bebê. Copos altos que batem no nariz do bebê ou que aumente a extensão cervical para tomar liquido também deve ser evitado, no caso pode-se cortar em V uma parte e evitar a hiper extensão.
- No banho a temperatura da água é fundamental para o tipo de tônus do bebê. Na hipotonia água fria e na hipertonia água morna. A postura do banho deve variar de acordo com os padrões adotados pelo bebê. O principio é de oferecer conforto e segurança durante o banho. Na extensão o padrão deve ser de flexão e vice e versa sempre com estabilidade e simetria. Brincar com água falando as partes do coro que estão imersas ou ensaboadas e até pedir ajuda na realização deste denominando onde passar sabonete. Após o banho informar onde enxugar e passar colônia também dá oportunidade de aprendizagem corporal.
- No vestuário usar peças de roupa largas que sejam de fácil manuseio. Sentar o bebê ou colocá-lo em posição segura para retirar camisas, calcinhas, meias e sandálias e depois pedir ajuda para vestir cada peça com denominação das partes do corpo.
- Introduzir a escova de dentes para brincar com água limpa nas manhãs acompanhando a cuidadora criando o habito de higiene e utilizar-se da imitação que deve estar instalada. SENSÓRIO-MOTORNesta fase a criança gosta de experimentar coisas novas, gosta de brinquedos que entrem, encaixem, monte e desmonte, sejam agrupados, separados. Alinhados e puxados para criar novos meios. Brincam com água para jogar, despejar dentro e fora e assim enriquecer seu repertório cognitivo.
- A rotina de casa ainda é o seu maior atrativo para experimentar a preensão, o espaço, o ritmo e a regularidade do tempo dos acontecimentos.
- A marcha independente faz com que a criança busque um contato maior com a rotina de casa e esta deve ser estimulada em todos os aspectos de atender o telefone, de passar a vassoura no chão porque a faz relacionar o objeto com sua função.
- A música é um recurso para todas as idades e dificuldade no desenvolvimento é só utilizá-la de acordo com o que se espera da criança. Para dançar e criar movimentos coordenados, para aperfeiçoar gestos sociais, para trabalhar o tempo com antes e depois, velocidade de correr e parar, para aprender as partes do corpo, para contar e assim sucessivamente. MOTORBrincar de subir escadas e descer. Subir e descer rampas, andar na areia, na grama, nas pedrinhas, tudo isso trabalha tônus de membros inferiores e principalmente dos pés dando mais força e independência na dinâmica corporal.
- Usar de balanços, pula-pula, redes, túneis, tábuas de equilíbrio são recursos de integração sensorial importantes para este momento e também deve fazer parte das experiências ricas de conhecimento e exploração corporal no espaço. Nas crianças com tônus alterados o principio é se utilizar dos mesmos recursos com certos cuidados com padrões de inibição e controle de velocidade e duração da brincadeira.
- Os rolos e bolas ainda devem ser mantidos para uso dos bebês com déficits de tônus extensor, flexor e equilíbrio e devem ser usados de acordo com a necessidade de reforço. Colocados de prono se estimula a extensão e se colocados de supino se estimula os flexores, no entanto se colocados sentados e balaço estimula os extensores, flexores e equilíbrio do tronco e o mesmo acontece se colocados de gatas, ajoelhados e de pé.

BEBÊS DE 18 A 24 MESES

AVDS

- Estimular a realização das atividades domesticas de casa como enxugar o chão, lavar panelinhas fazer comida para as bonecas. Brinca de imitação como meio de desenvolver suas habilidades e hábitos de higiene, vestuário e alimentação. SENSORIO-MOTORNesta fase a criança gosta de faz de conta, de ouvir estórias e ver seus livros com grandes figuras de fadas bruxas e bichos domésticos. As estórias infantis devem ser ressaltadas com musica e representação porque assim se estimula a fantasia, criatividade e curiosidade da criança. Passar as paginas do livro também desenvolve a habilidade manual, a regularidade do tempo de antes, depois e agora. Esta fase é rica em todos os aspectos porque também se trabalha as cores primarias, os tamanhos simples as formas das coisas e a figura fundo do que falta no desenho.
- Rabiscar pode ser iniciado aqui com canetas de pintar grossas para fazer pontas no papel e rabiscos descontínuos com preensão em garra de preferência após as estórias porque pode pedir contar a estória no papel. O mesmo pode ser feito com as fitas de filmes e musicais que sempre devem ser solicitados que o interpretem em conto ou desenho. MOTORAs brincadeiras podem ficar mais difíceis como pular no mesmo lugar com os dois pés ou com um pé só. Pular do batente, passar por dentro do túnel e subir a rampa. Ser o super homem e andar para frente e para trás, ficar de estátua de pés juntos no mesmo lugar de olhos abertos. Todas estas tentativas são para reforçar habilidades de ontem e iniciar as de manhã dentro do desenvolvimento normal.
- As crianças que chegam a esta idade e não seguram a cabeça devem ser estimuladas a ficar de pé desde os 10 meses para desenvolver o acetábulo de encaixe da pelve com a coxa não sub luxar a articulação porque a criança precisa ficar de pé pela sua saúde fisiológica. Colocá-la de pé com talas nos joelhos para sustentar a posição encostada em algo de casa é o mínimo, mas o ideal é fazer uma prancha de madeira para que fique de pé durante algumas horas do dia.
- As talas podem ser feitas de revistas abertas e enroladas nas pernas ou confeccionadas com lona e hastes de ferro acolchoadas com o mesmo fim. O mesmo acontece com os pés dos bebês que quase sempre ficam em ponta e devem ter uma tala desde cedo para evitar encurtamento do tendão de Aquiles. As talas dos pés são confeccionadas pelo tamanho, não se tem como evitar, no entanto em pés para dentro se usa tênis de cano longo com os pés trocados que ajudam bastante durante o inicio do exercício da marcha.
- Nas mãos fechadas um abdutor de polegares pode feito desde bebê pequeno com gaze e microporo até com polipropileno e velcron para abduzir o polegar e assim facilitar a abertura dos outros dedos. Usa-se também órteses de elástico ou tubos de borrachas para engrossar lápis, canetas, cabo de colher, escova e dentes, enfim o que for preciso para facilitar a preensão e independência da criança.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.BEZIERS, M.M. e HUNSINGER, Y. O Bebê e a Coordenação Motora, 2ª edição; SP: Ed. Summus, 1994.
2.DIAMENT, A e CYPEL, S. Neurologia Infantil, 3ª edição; SP: Ed. Atheneu, 1996
3.Manual de Follow-up do Recém- nascido de Alto Risco, Rotinas:Serviço de Informação Cientifica Nestlé. Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro Biênio 88/90.
4._________________________ Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro Biênio de 92/94.
5.DUBOWITZ,L. M. et al The Neurological Assessment of the Preterm & Full term Newborn Infant 2ª edição; Cambridge Unuversity Press, 1999.
6.CASE-SMITH, J. Pediatric Occupational Therapy and Early Intervention, 2ª edição; USA: Butterworth – Heinemann, 1998
7.______________ Occupational Therapy for Children, 4a edição; USA: Mosby,2001.
8.Método Canguru – Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso. Manual Técnico,1ª edição; Brasília: Ministério da Saúde, 2002.
9.NUNES, R. Curso de Intervenção Neonatal, Fortaleza-CE, 2004.
10.JERUSALINSKY, J. Enquanto o Futuro Não Vem, 1ª edição; Salvador-BA: Ágalma, 2002.
11.JERUSALINSKY, A. Psicanálise e Desenvolvimento Infantil, 1a edição:Porto Alegre: Artes Medicas, 1989.
12. CORIAT,L. JERUSALINSKY, A. Aspectos Estruturais e Instrumentais do Desenvolvimento In: Escritos da Criança, Porto Alegre: Centro Lídia Coriat, 1996.
13.FRANKENBURG, W. K. , et al Denver II Screening Manual. Denver, CO: Denver Developmental Materials, Inc.1990.
14.BRAZELTON, T. B. , CRAMER, B. G. As primeiras relações. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
15.ARAÚJO, A. E. Apostila do I Curso de Estimulação e Intervenção Precoce, Fortaleza: ACTO – Associação de Terapeutas Ocupacionais, 2003.

 

 

INSTITUTO DO CORAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - INCOR CRIANÇA
Rua Núbia Barrocas n° 125 Parque Manibura
Fortaleza-Ce | CEP: 60.821-775
Fone: (85) 3492-9400 / (85) 3492-9401 / (85) 3492-9402
© Copyright 2010 INCOR CRIANÇA com todos os direitos reservados.

desenvolvido por www.cwdigital.com.br